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12/09/2017- Produtores de Buritama recebem capacitação sobre olericultura orgânica


O Programa de Olericultura Orgânica desenvolvido pela Faesp/Senar /Siran, em Buritama, faz parte das capacitações do Projeto Buriti, realizado pela Prefeitura. De cunho social, trata-se de apoio e profissionalização para 20 produtores da associação Buritis. 

O programa sobre orgânicos começou em março e possui oito módulos: preparo do solo, compostagem, produção de mudas, plantio, tratos culturais, pragas e doenças, colheita e beneficiamento, custo e comercialização. Cada participante possui um hectare para produção, dentro de uma área administrada pela Prefeitura, que no total possui 24 hectares. Antônio Pelegrini, diretor de Planejamento, Agricultura e Meio Ambiente de Buritama, explica que os produtores desenvolvem os trabalhos sem custo e a produção é comprada pela Prefeitura para a merenda escolar.
 
“Eles produzem diversos produtos, tais como: cenoura, mandioca, milho, cenoura, vagem, quiabo e tomate. O projeto começou há dois anos e a Prefeitura montou uma estrutura mínima, com correção de solo, irrigação, além de disponibilizar algumas máquinas, recebidas do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Unimos algumas lideranças e escolhemos para participação pessoas do município que já tiveram contato com o campo, trabalhavam em hortas, mas não tinham terras próprias”, conta Pelegrini.
 
FOMENTO
 
Milson Polizel, diretor da Divisão de Agricultura e Casa da Agricultura, explica que a capacitação de orgânicos veio ao encontro da necessidade de torná-los mais competitivos. “A Prefeitura dá um suporte técnico ao grupo, busca oferecer capacitações, disponibiliza um engenheiro agrônomo e busca parcerias. Queremos ver o sucesso deles, então damos certa garantia; se produzem com qualidade, a Prefeitura compra os produtos que são solicitados na merenda escolar e paga valor de mercado. Capacitar sobre olericultura orgânica é justamente para alcançarem mais qualidade”, disse Polizel.
 
O diretor também conta que a Prefeitura já fez uma solicitação a outras entidades governamentais para aquisição de equipamentos que facilitarão processos como lavagem e embalagem para a comercialização. “Hoje vemos a vocação de cada um, porque a Prefeitura possui demanda e projetos de governo para atender, como Fome Zero, por exemplo. Porém, para eles participarem dessas compras governamentais, precisam de volume de produção, contrato de fornecimento e de DAP, que é a Declaração de Aptidão ao Pronaf. Então, com essa organização eles terão mais competitividade e inclusive a oportunidade de vender para grandes redes de supermercados”, acredita.
 
Entre os projetos para o futuro, está a organização de uma feira do pequeno produtor, para venda direta ao consumidor final em praças da cidade.
 
SATISFAÇÃO
 
Luciano Alcântara da Costa, coordenador da Associação Buriti e participante do programa, acredita que há demanda e, se as recomendações forem levadas à risca, trabalhar com orgânicos é mais rentável. “Na parte de produção melhorou muito. A gente não tem mais gasto com adubo e veneno; usamos a adubação ensinada no curso que é natural. Além de produzirmos um produto com mais qualidade de vida e com custo menor que antes, oferecemos um produto de melhor qualidade”, disse Costa. Em setembro, o grupo estará no módulo sobre colheita e beneficiamento.
 
Crédito da imagem: Sílvio César Santos. 
Fonte: Micheli Amorim/Facilita Conteúdo

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