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13/07/2018- O espaço Agro Siran recebe o Circuito Agro do Banco do Brasil


A 59ª Exposição Agropecuária de Araçatuba recebeu no espaço Agro Siran o Circuito Agro do Banco do Brasil, no período da manhã da quinta-feira (12/7). Participaram autoridades, lideranças do agronegócio, clientes rurais e representantes do conselho diretor do banco, entre eles o vice-presidente de agronegócios, Tarcísio Hubner e o superintendente estadual super varejo oeste, Euzivaldo Vivi Reis.

Os eventos do Circuito Agro ocorrerão em 61 municípios e tem o propósito de apresentar palestras técnicas sobre temas com impactos locais, tais como: sucessão familiar, mitigadores, energias alternativas, armazenagem, ILPF e tendências agro.

Durante a abertura, o superintendente regional do banco, André Luiz Rocha Pontes, destacou queAraçatuba figura entre as regionais que tem o maior volume de aplicação de recursos. “Nós temos mais de R$2 bilhõesinvestidos no agronegócio da região”, disse Pontes.

GESTÃO NO CAMPO

Patrick Fernandes, engenheiro agrônomo pela UFLA / RutgersUniversity e mestre e doutor em administração pela Universidade de Lavras e Universityof Illinois, falou sobre mitigadores para risco de preço e sobre perpetuação no agronegócio. “Tem muita coisa influenciando nosso cenário e que não tem como prever. Só temos a certeza de que a gente vai trabalhar com a volatilidade de preço. Então, o que não fazer? Não ficar exposto e especular, que é quando a gente produz e fica tentando adivinhar o preço”, explica.

A orientação do especialista é para que o produtor gerencie o risco e dome o mercado, tendo uma estratégia de comercialização, antes mesmo de colher. Isso significa conhecer bem o custo de produção para definir patamares de preço, aproveitar repiques e oportunidades do mercado e garantir um preço médio remunerador.

SUCESSÃO

Um dilema para os negócios é tratar a questão da sucessão, segundo Fernandes, para ajudar nessa questão, ter gestão técnica é fundamental, assim como acompanhar tendências do mercado. Ter a gestão financeira pessoal separada dos negócios da propriedade é outro ponto importante. “Está ficando no mercado quem está planejando, que não é apenas antecipar aos herdeiros a transferência do controle da fazenda ou do patrimônio, mas garantir que recebam as condições de gestão do negócio em benefício da própria família”, afirma.

O evento também teve palestras de Carlos Tuma, engenheiro agrônomo e coordenador de uma equipe de 68 profissionais de ciências agrárias, responsáveis pelo assessoramento técnico rural da região sudeste do país, sobre melhoramento genético e fotovoltaico. Fernando Cunha, engenheiro agrônomo, formado pela Unesp Botucatu, falou sobre seguros rurais.

MAIS CONHECIMENTO

No período da tarde, o espaço Agro Siran recebeu André Renato Galindo, responsável por linhas especiais e programas de carnes de qualidade no grupo Marfrig. O tema abordado por ele foi “O Futuro da Carne Brasileira: Commodity x Qualidade”.

“O mercado internacional está extremamente exigente com a idade do animal e isso fez com que a pecuária evoluísse bastante. Os animais vão para o abate mais cedo e com maior peso e isso é extremamente importante, porque a atividade só se sustenta se ela for viável economicamente”, explica Galindo. Segundo ele, o mais importante é o produtor entender qual sua aptidão, ou seja, o que ele tem de melhor na propriedade.

Para encerrar as atividades do dia, o doutor e advogado do Banco do Brasil, Roberto Justo, falou sobre sucessão familiar e patrimonial.  Ele destacou as melhores alternativas para se fazer em vida a sucessão familiar. “Todo mundo um dia vai morrer, mas quem fica tem que pegar todo o processo burocrático brasileiro. Tudo depende do regime de casamento, cada caso tem um impacto numa sucessão. Por exemplo, se você é casado no regime parcial de bens, numa separação, depende de quem trouxe os recursos, vai ficar com ele ou não. Em caso de morte não, são herdeiros e já muda completamente a situação”, explicou Justo.

Hoje (13/7), pela manhã, acontece o workshop do leite, trazendo temas como a capacidade de sobrevivência do girolando e mastite bovina. No período da tarde, haverá uma mesa redonda com vários profissionais para discutir ações ambientais para o futuro, Cadastro Ambiental Rural e Compensação da reserva legal.

Em pista, hoje e amanhã, estarão animais bovinos da raça girolando em julgamento. Também acontecem os julgamentos de ovinos. 

Fonte: Micheli Amorim - Facilita Conteúdo / Assessoria de Comunicação do Siran

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