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19/09/2018- Jovens diferenciados


Capacitação proporciona aprendizados técnicos e práticos sobre a produção agrícola e reflexões sobre cidadania, ética e moral

O Programa Jovem Agricultor do Futuro é uma dessas capacitações que vai além de formar alunos para uma profissão ou atividade, forma bons cidadãos.  Assim explica a instrutora pedagógica do Senar Kátia Lima de Carvalho, umas das professoras da turma de Piacatu, que iniciou o primeiro módulo em março e possui 28 participantes, de 14 a 17 anos.

Desenvolvido pelo Senar e aplicado em parceria com o Siran e Prefeitura de Piacatu, as aulas são divididas em nove módulos de assuntos tidos como técnicos, pedagógicos e práticos. Os alunos saem da escola às 12h, recebem o almoço diariamente no curso, café da tarde e ainda contam com uma bolsa-incentivo no valor de R$100,00, patrocinada pela Prefeitura de Piacatu. Para receber o incentivo financeiro, o participante não pode ter faltas, exceto justificadas com atestado médico.

Kátia explica que nas aulas teóricas eles recebem orientações sobre ética, moral, cidadania, saúde, com o intuito de formar pessoas conscientes de sua responsabilidade como cidadão. Nos módulos que tratam de assuntos técnicos, eles aprendem na teoria. Na prática sobre a preparação do solo, adubação, controles de produções agropecuárias, manejo do terreno, sobre criação de animais, agregação de valor, medidas de preservação e recuperação ambiental e sobre a colheita de policulturas.

 Cada um no grupo tem uma função diferente na colheita e na venda dos produtos e eles praticam tudo que aprendem numa horta, localizada em um terreno cedido, ao lado da escola municipal Eladio Rosseto.

No final do curso, eles têm que elaborar um projeto de empreendedorismo agrícola, aplicando os conhecimentos adquiridos na capacitação. Atualmente, eles produzem alface americana, crespa e roxa, rúcula, almeirão, couve, repolho, salsinha, cebolinha, coentro, jiló, mandioca e rabanete. Também têm criação de frangos, codornas e peixes.

“Eles vendem 30% de tudo que produzem, outra parte é distribuída para consumo deles para doação. Todo o recurso arrecadado vai para o cofrinho do grupo e é destinado à formatura deles, que acontecerá em dezembro. Essa é uma maneira de tirá-los da ociosidade e colocá-los em uma atividade que não só incentiva para atividades da agricultura, mas também estimula o trabalho em equipe, a extravasar, se expressar, com dinâmicas diferentes, até as aulas são diferentes, sem lousa com os alunos formando um círculo”, descreve a instrutora.

SATISFAÇÃO

Lucas Alves Ribeiro, de 14 anos, é de família de sitiantes e, embora não tenha pretensão de atuar na agricultura como os pais, adora a capacitação e acredita que o aprendizado o despertou para várias outras áreas, que antes não conhecia. “Eu acho muito bom, pois o curso tira os adolescentes das ruas, no horário que temos as aulas dá pra fazer muita coisa. Se estivéssemos à toa, poderíamos até estar fazendo coisas erradas. No início achei que seria só atividades práticas, mas ganhei muito mais conhecimento, como por exemplo sobre marketing e saúde, que gostei muito”, compartilha Ribeiro.

Outro participante entusiasmado com a oportunidade é Guilherme Muniz Ferreira, de 15 anos. Antes, ele não tinha conhecimento sobre produção agrícola, também ficou muito satisfeito com as aulas a respeito de saúde, área em que pretende atuar. “Adoro o curso, proporciona não só conhecimentos agrícolas, mas de empreendedorismo, sobre como falar com os clientes, e principalmente sobre saúde, já que pretendo fazer medicina”, conta o aluno.

SUCESSO

O conhecimento foi tão importante na vida de Luiz Gustavo dos Santos Barreto, de 17 anos, que lhe rendeu até oportunidades. Ele participou da turma que se formou no programa, na cidade, em 2017. “Foi um prazer participar, os conhecimentos sobre ser um bom cidadão e o projeto final que meu grupo fez, sobre atendimento e marketing ajudaram muito. Os conhecimentos sobre Recursos Humanos também foram importantes, para aprender sobre o mercado de trabalho e se portar em entrevistas. Hoje estou trabalhando numa loja de produtos agrícolas, como office boy”, diz Barreto.

Além de Piacatu, jovens de Nova Luzitânia também fazem a capacitação. 

Fonte: Micheli Amorim - Facilita Conteúdo / Assessoria de Comunicação do Siran

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